Antes de mais convém perceber o conceito de marca e para isso sugerimos que conheça um pouco mais acerca do que é uma marca e qual a sua importância. Partindo de uma ideia acerca do que é uma marca passamos agora para os aspetos a ter em conta na sua criação.

O primeiro passo é definir a mensagem e o conceito que servirá de guia para toda a atuação da empresa:

Qual é a proposta de valor da sua empresa? Que vantagens têm os seus clientes? Por que razão devem optar pelo seu produto/serviço?

Não obstante a diversidade de técnicas que se pode utilizar e desenvolver, é fundamental que uma marca seja genuína, ela tem de partir das nossas crenças, daquilo que nos levou a criar o negócio e daquilo que nos torna diferentes. Um excelente ponto de partida é começar logo pelas três características que definem o nosso negócio: por exemplo, uma marca de automóveis pode definir-se pela elevada potência dos motores, pelo design atraente e desportivo, com linhas marcadamente aerodinâmicas, e pelo seu caráter exclusivo graças ao número limitado de unidades. Esta marca pode ser definida através destas 3 características: potência, design e exclusividade.

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O segundo passo é definir como queremos ser vistos pelo nosso público. A marca tem de ser encarada como uma pessoa na qual os clientes confiam e com a qual se entusiasmam. Ela representa o estilo de vida que os clientes ambicionam, o que faz com que, quando adquirem os nossos produtos/serviços, se aproximem, um pouco mais, desse ideal que perseguem. Assim, se o nosso público é maioritariamente de uma faixa etária entre os 18-26 anos, a imagem de marca será mais ativa, divertida e irreverente. Por outro lado se o nosso público é de uma faixa etária dos 40 aos 55 anos, de nível sócio-económico médio/alto, então a imagem deverá ser mais clássica e glamourosa caracterizando uma marca mais premium.

O terceiro passo é pensar como um cliente. O que procura uma pessoa que poderá comprar o meu produto? Que necessidades procura satisfazer? O que leva um cliente a optar por determinada marca? O que poderá chamar a atenção de um cliente com estas necessidades? Respondendo a estas questões começamos a abrir caminho para perceber como vamos comunicar e quais serão os triggers que vão chegar aos clientes e os farão estar disponíveis para a nossa marca.

[img]http://asset.youoncdn.com/26d182415586827dc0b898d7b73b788e/cab0bb595fe59a72f2589db66f75e004.jpg[/img][label]Campanha da “Nike”, modelo inspirado em CR7 Mercurial Superfly.[/label] 

Chegamos agora ao 4º patamar em que escolhemos o nome da marca e do slogan. No caso do naming convidamos a conhecer o nosso artigo - O que é o naming e qual a sua importância. No caso do slogan começamos pela seguinte expressão:

“Não subestime o poder de sedução de um bom vocabulário”.

Já alguma vez conheceu alguém que parecia perfeito até começar a falar? O mesmo pode acontecer com uma marca, as palavras-chave presentes no nosso conceito, a começar pelo slogan, devem guiar o nosso discurso e linguagem, devendo pautar-se pela coerência, diversificação e complementaridade. A ideia deve estar presente em todos os produtos, na descrição da marca e até nas respostas a e-mails, devendo ser transversal a todos os meios e a todos os colaboradores da marca.

A escolha do esquema de design é outro aspeto fundamental quando se quer criar uma marca de sucesso. Imagine que quer mostrar ao seu público um produto moderno e sofisticado utilizando um blazer de bombazine com círculos cor-de-laranja na lapela. Torna-se um pouco difícil de fazer passar a nossa mensagem e esperar que confiem na nossa proposta de valor. Não porque as pessoas sejam superficiais ou porque acreditem que o produto não tem qualidade, mas sim porque o discurso não é coerente. Uma marca não pode defender que é sofisticada e moderna se apenas o demonstra nos seus produtos. Essa imagem não pode ser apenas uma capa que é utilizada apenas algumas vezes, tem de ser transversal à marca para que se estenda aos produtos/serviços e a todos os pormenores.

  • Invista tempo na criação de um logótipo que seja distintivo da sua marca e que permita, por si só, instalá-la na mente do consumidor.

  • As cores são poderosos influenciadores de estados emocionais, escolha bem aquelas que suportam a sua marca e quais as emoções que quer associar a ela.

  • Não complique, uma mensagem/imagem demasiado complexa pode ser incompreendida ou simplesmente ignorada, as boas ideias impõem-se e são diretas, quando requerem muita explicação, dificilmente, serão assimiladas.

  • Avalie as vantagens de proteger a sua marca legalmente, nomeadamente o nome, o logótipo e o slogan. Lembre-se que as boas marcas servem de referência e ao construir a sua, o mais provável é alguém tentar beneficiar da sua genialidade.

Por muito que a sua marca seja como uma pessoa, os seus colaboradores são a sua rede de amigos mais próxima e com quem os seus clientes vão contactar. Posso ter uma marca excelente em quase tudo mas se, durante o atendimento, os clientes contactam com uma pessoa desleixada ou desmotivada, o seu interesse esmorece. Toda a equipa representa a marca, desde o segurança à porta até ao dono da empresa, e, como tal, têm de respirar a identidade da marca. Todo o comportamento da sua empresa bem como dos seus colaboradores é visto como um comportamento da marca. Se os seus colaboradores não acreditam na sua marca isso irá transparecer. Não tenha colaboradores, tenha uma equipa motivada que acredita na marca e respira todo o conceito.

O processo de criação de marca organiza a atuação da empresa, dita o nível de profundidade na relação com o seu público, determina o seu sucesso. Venha conhecer a agência criativa Ulahlah e descubra como a sua empresa pode captar o público.

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